Dia 9
1) Acordei tarde e na verdade neste dia nao fiz grande coisa. Andei a vaguear por Khaosan e arredores. Tambem me dediquei ao consumismo de souvenirs, o que abunda por la.
2) Tinha duas missoes, ou uma com duas fases: 1) assegurar-me que a mala tinha de facto chegado ao aeroporto de Bangkok e 2) descobrir o que lhe aconteceu depois de la chegar. Para isso tinha de entrar em contacto directo com o aeroporto de Bangkok. Passei uma hora a falar (ou tentar falar, porque pelo meio iam me dando numeros de telefone errados ou numeros em que ninguem atendia) com as pessoas erradas ate chegar a certa. Quando finalmente cheguei a pessoa certa, ela nao tinha acesso a qualquer registo sobre a minha mala, como se nao existisse. Eu tinha a tag number da mala e a reference number do report de mala extraviada que preenchi em Shanghai e nada disto, alegadamente, aparecia na base de dados.
Dia ultimo
1) Ultimo dia, tinha de aproveitar e assim fiz. Fui visitar o Grand Palace que e perto de Khaosan. Depois fui ate ao rio e pus-me a andar ao longo da margem. Andar e observar o que vai aparecendo a cada passo, livremente (ou caoticamente, para alguns), sem destino numa cidade desconhecida e das coisas que mais gosto de fazer. Nao ha esquerda nem direita, so ha reaccoes aos estimulos que vao surgindo. Em Bangkok isso da especial prazer, por causa do exotismo e da actividade urbana intensa. Muita coisa se passa nas ruas, porque muita gente faz a sua vida nas ruas. Voltei para Khaosan, jantei deliciosamente, como sempre, e fui para o aeroporto.
2) Cheguei ao aeroporto com antecedencia para cumprir as missoes que tinham falhado no dia anterior. Foi a versao presencial da saga telefonica. De stand em stand, de guichet em guichet. Quando se fala com muita gente, no meio dos incompetentes todos, aparece sempre um salvador. Por telefone nao tive essa sorte, mas a segunda la apareceu. O salvador tambem nao sabia nada sobre a mala, mas ao contrario dos outros, quis investigar. Tirou uma fotocopia do meu report de mala extraviada e fez-se ao enigma. Ficou com o meu email e disse que me contactava mal descobrisse alguma coisa. Entretanto, chegou a hora de fazer check-in.
1) Bem, voltamos a narrativa do turista. Check-in, nao e verdade? Pois, nao foi possivel. A minha estadia na China era valida ate dia 25 de Outubro, que e 25 de Abril + 180 dias, mas a minha entrada na China so era valida ate dia 7 de Outubro, que e 7 de Abril, data em que obtive o visto, + 180 dias. Nao sabia desta distincao e nao fui autorizado a embarcar.
Dia ultimo +1
1) Passei a noite no aeroporto e de manha mandei-me para a embaixada da China. Consegui renovar o visto no proprio dia.
2) Recebi um email do salvador a dizer que tinha conseguido encontrar o registo da minha e que la constava que a mala tinha sido enviada para o meu hotel no dia 6 de Outubro. Confirmava-se entao a informacao que eu tinha recebido de Shanghai. Assim sendo: missao 1) cumprida e missao 2) por cumprir. No email, o salvador deu-me o numero de telefone do departamento de entregas do aeroporto. Liguei para la e mais uma vez levei com a conversa de que nao tinham registo da minha mala. Insisti, dizendo que o salvador tinha acedido a esse registo. Depois de varios "Please wait a moment, sir.":
- Departamento de entrgas (DE): Ah, nos sabemos qual e a sua mala. Enviamo-la hoje para o seu hotel.
- Eu: Hoje?! Mas, voces receberam a minha mala no dia 5, no registo diz que a reenviaram para o meu hotel no dia 6 e voce agora esta-me a dizer que so a enviaram hoje?
- DE: Sim, foi enviada no dia 6, so que houve um engano e foi entregue no hotel errado. Hoje entregamo-la no seu hotel.
Liguei logo para o meu hotel e eles confirmaram que a tinham recebido naquele dia. Mandei um email ao salvador, com conhecimento de Shanghai, a contar o que o DE me tinha dito e a exijir uma indemnizacao. Depois fui para Khaosan buscar a mala. Cheguei ao hotel e la estava a mala. Lacrimejei um pouco, abracei-a, verfiquei que estava tudo em ordem, mas nao havia tempo para lamechices, havia um aviao para apanhar. Voltei para o aeroporto e fui para o check-in. Estava la o salvador com dois colaboradores do DE a minha espera. O DE tinha 30 eur de indemnizacao para mim. Consegui dobra-los para 60 eur e fiquei-me por ali. Tinha de optar por aceitar aquela miseravel indemnizacao ou apostar num processo a serio, que com certeza seria mais lucrativo, mas que teria um risco elevado. Entre pouco dinheiro na mao e muito dinheiro a voar, optei pelo primeiro. Acho que fiz bem, porque depois de chegar a China tive a ler os Terms & Conditions da China Eastern (a companhia, com que voei) e la nem sequer mencionam malas perdidas. Os Chineses ainda nao tem estes procedimentos muito bem acertados. Ia-me meter por caminhos nunca dantes navegados... Encerro assim a narrativa duma mala que na mesma viagem se conseguiu perder duas vezes.
1) De visto renovado, nao houve check-in que me parasse. Encerro assim a narrativa do turista, que com ou sem mala, fez uma das viagens da sua vida.
(As fotos ja estao no picasa.)
terça-feira, 3 de novembro de 2009
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Assim vale a pena vir ao blog. Cada vez penso mais que vou tirar uns tempos para uma viagem a serio para o outro lado do mundo. Vamos a ver quando isso calha.
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